terça-feira, 1 de janeiro de 2013

LIDERANÇA

          É uma característica nata — há aqueles que a professam como possível de ser aprendida — entretanto, aqueles que não a possuem podem melhorar seu comportamento no que se refere a ela.

          Pode trazer prestígio, o que requer do ser humano uma rígida autovigilância para que não se afaste da real concepção da atividade e do objetivo. Haja vista que o líder sempre se desgasta nas atividades, faz-se necessário algum contrabalanceamento, o que não significa esquivar-se das responsabilidades inerentes.

          O líder não deve omitir suas capacidades, porquanto essas podem trazer crescimento para o grupo; e muitas vezes o tal crescimento pode até não ocorrer ou postergar com a ausência de líder.

          Uns querem sê-lo, têm condições e são ou tornam-se bons líderes.
          Alguns não têm condições, querem sê-lo, podem aprender e se tornar bons líderes, ou não.

          Independente de o homem querer ou não o seu desempenho pode ser benéfico para ele e/ou para o grupo, por ser um canal de aprendizado e progresso, entretanto, pode também ser um dissabor para um ou outro, ou para ambos. Nunca se sabe até que atinja o resultado.

          Não importa a vertente à qual pertence, faz necessário visto o propósito do desenvolvimento social – que o preposto tente aprender a ser líder, caso não possua a capacidade de sê-lo, haja vista que não há desenvolvimento grupal se não houver um ou mais líderes que conduza o momento — fato — para a intencionada solução.  15/10/10





domingo, 16 de dezembro de 2012

ONDE ESTÁ O CONHECIMENTO?


 Michelangelo perguntado como conseguiu esculpir a Pietá respondeu que não a tinha feito, ela já estava no bloco de pedra, ele apenas havia retirado o excesso para que ela aparecesse.

Concordamos que algumas vezes isso pode ser verdadeiro, por exemplo, quando não precisamos que alguém nos ensine o que é  excesso, onde ele está ,e como retirá-lo. O que nem sempre acontece, pelo contrário, a obtenção e a evolução do conhecimento requerem uma interdependência de inúmeros componentes, muitos dos quais nem imaginamos.

Bem como pensamos que tudo que não foi criado pela natureza, já que alguma parte do que existe no mundo foi criada pelo homem e outros seres ou eventos, e ainda assim esses foram criados também por ela, mas a verdade é que podemos aprender com todos eles. E ele está em tudo o que existe, como também em alguns fatos ou objetos que se perderam pelo tempo.

Não podemos asseverar que todo o conhecimento esteja nos livros, ou alguma outra mídia, devido à perda mencionada, à transformação, ou à não inserção numa mídia, fins permanência, divulgação daquele. E quanto mais  o contatarmos mais chances teremos de adquiri parte dele.
É possível acessar o conhecimento  com a finalidade de aumentar o nosso cabedal de forma diversa da academia, visto que parte dele não está com a elite, ou alguma  outra forma estruturalizada. 

 É lícito pensarmos que o conhecimento que satisfaz — não aquele que é satisfatório, esse inexiste — está no nosso íntimo, isto é, aquele com que nos defrontamos, quer pela prática demonstrada, quer pela teoria transmitida, no qual podemos refletir, absorvê-lo e/ou transformá-lo em algo melhor para nós, ou para outrem, não importa.

Mas se há  um fato intrigante é que quanto mais sabemos, mais necessidade temos de fazê-lo. Então, talvez não haja alguém que possua o conhecimento, visto a sua segmentação — falamos tanto em partes do conhecimento —, a sua infinitude, porque ele está em qualquer lugar,  em qualquer ser vivo, ou não, em qualquer tempo.

Imaginarmos os lugares onde ele possa estar, se é que ele está em algum, é fácil, mas certamente a tarefa mais inatingível seja a sua obtenção.   14/10/2009


sábado, 17 de novembro de 2012

UNS NUNCA TRABALHAM, OUTROS COMEÇAM MUITO CEDO


Uma mulher e seu namorado andaram por um bairro de classe alta mesclado com área comercial quando viram uma criança, de boa aparência, e relativamente bem vestida para quem, digamos, cuidava de carros.
Eles comentaram que o fenótipo não era compatível com quem, geralmente, vemos – para usar um eufemismo – cuidar de carros, porque, na verdade, é uma extorsão sob os olhos coniventes das autoridades de esferas diversas, bem como do próprio cidadão. Isso quando eles – os cuidadores – não estão numa rua tarifada.
Mas, voltemos ao garoto de boa aparência cuidador de carros.
Cerca de uma semana depois o namorado houve por retornar ao bairro, de novo, estava o garoto lá, e pediu para vigiar o carro, disse-lhe que não poderia pagá-lo — o que era uma sutil  maneira de discordar do surrupio do seu dinheiro.
            Ao retornar viu uma mulher, por volta do meio da década de 20, ou seja, jovem, com um carrinho de bebê, porém o seu já não era tão bebê,  devia ter mais de 02 anos, e um outro maior, de 05 ou 06 anos. Perguntou e respondeu, no campo das hipóteses, a si mesmo que seriam a mãe e parte da família do pequeno vigilante de automóveis.
Ao reencontrá-lo, pergunta-lhe se estava sozinho ali, ao que ele respondeu que a sua mãe estava na esquina — o que confirmava a suposição —, dentre outras respostas deu que as outras crianças eram seus irmãos,  moravam no bairro Parolim, frequentemente cuidava de carros ali,  linha 09 anos, não sabia ler (havia entrado em 2009 na escola), e  seu nome era Stefanie.




O namorado observou que ela era um tanto branca, tinha olhos claros (complementando as características iniciais), bem como era um pouco pequena para a sua idade, tinha os dentes anteriores um pouco deteriorados, e tinha resquícios de sujeiras na região nasal, como quem estivesse gripada.
            Dizem que o trabalho tem a função de enobrecer o homem, e se é que tem ou deveria tê-la, então que se fizesse a coisa  certa.                                                                                                 220609  

 Leia: http://ismardosreismagalhaes.blogspot.com. br/2011/03/prefeitura-de-curitiba-o-avanco-do.htm

domingo, 28 de outubro de 2012

POLÍTICOS DO BEM (EM TEMPO DE E PÓS MENSALÃO)


            A cassação eterna dos direitos políticos acrescida do enquadramento no Código Penal Brasileiro de todo político ou gestor público contraventor acionada por um dispositivo da falta de ética — se o brasileiro não se faz ético por sua natureza, que o façamos à força, ou melhor, à base da lei.
            Com base em denúncias do cidadão e da mídia, os órgãos não governamentais, como a Transparência Brasil, o Instituto Ethos e congêneres, fariam uma investigação inicial e passariam ao Ministério Público, sendo que esse, se célere, poderia prescindir dos órgãos intermediários. Se houver denodo dos componentes dos sistemas atinentes à justiça e à ética, poder-se-iam prescindir daqueles.
            Seria interessante o incentivo à politização e à cidadania de todo brasileiro pelas escolas, entidades de classe e de bairros, com vistas ao melhoramento da participação dele. Estimulando-a a substituir os cassados.
            Implantar um sistema constante com todas as informações dos atuais e dos aspirantes à política, de maneira que o eleitor só votaria após consulta ao sistema. Poder-se-ia chamar SISÉTICA (Sistema da Ética).
            Decerto que a corrupção não seria extinta — dado que ela é inerente à índole humana, infelizmente —, mas diminuiria muito, bem como as duas sistemáticas fomentariam uma nova safra de homens públicos.
            Não podemos justificar nossos atraso generalizado e leniência porque somos uma nação nova, por isso não: há nações tão novas quanto a nossa em melhores condições — e não se refere apenas ao aspecto econômico, vai além disso —, como existem nações bem mais antigas, quiçá antiquíssimas, que apresesentam um quadro não tão privilegiado (também em aspectos gerais) quanto a nação brasileira .  160609

domingo, 21 de outubro de 2012

O ÔNUS DA VERACIDADE DO VERBO


            Quem não professa o saber cantar não tem o dever de demonstrar que o sabe, porém, se o professar...
            Aquele que difunde ser incorruptível - embora bem poucos de verdade o sejam - ou que se opõe aos que são adeptos da corruptela carrega o ônus da prova de que o é.
            E não é diferente com quem divulga seguir os ditames de um deus – independe de seu nome, visto não se conhecer um que o mal incentiva -, aquele tem o dever de ser um homem mais virtuoso do que o que nada diz sobre menciona qualquer deidade.
            E no que tange à liberdade de expressão, o mundo nunca esteve tão ao alto, entretanto, aquele que puder fruir do tão almejado direito deve pautar a sua conduta no mesmo nível de sua verbalização. Caso não, prejudica-se a si e aos outros que intencionam que as duas faces olhem-se sem ter que uma mirar o chão.                                        20/09/2010.

sábado, 13 de outubro de 2012

A MÍDIA E A VERDADE

Diga-me com quem você anda e direi quem você é.
Diga-me o que você lê e direi parte do que você pensa.
Diga-me o que você pensa e direi qual é o seu caráter.
Mas se você me disser com quem anda, o que lê e o que pensa, eu serei capaz de desvendar todo o seu ser.
Essas assertivas embasam-nos que devemos ter consciência de qualquer ato acerca de nossa vida.
Mesmo que os meios de comunicação divulguem todo tipo de informação  temos a decisão de selecionar o que nos convém, sobre os mais variados aspectos, por exemplo, isso me diverte, isso ajuda no meu crescimento ou de outrem, é benéfico, é lícito, e tantos outros questionamentos  que podemos efetuar, não só do que acessamos na mídia, como em qualquer atitude que tomemos.
Estou convicto de que a mídia deve ter a liberdade de veicular toda informação possível, e deve fazê-lo. Entretanto, quanto à formação de opinião, penso que se deve desestimular a prática de qualquer ato que vilipendie os nossos caráter e sociedade. Bem como se deve  divulgar e estimular a prática do que vise à elevação dos valores do cidadão, da comunidade, da aculturação e da nação como um todo.              11/04/2009

( Leia: http://ismardosreismagalhaes.blogspot.com.br/2011/12/televisao.html)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

TUDO AOS SEUS LUGAR E HORA


            Eu penso que não tenho restrição para receber e dar carinho, logo não tenho patologia alguma, no que se refere a relacionamentos.

            Mas duas características, após a escolha da origem e/ou do destino, do carinho são condições sine qua non: a hora e o lugar.

            Após tantas indelicadezas de um marido para com a sua esposa – num ônibus interurbano – ela, segurando o bebê deles, resolve numa atitude de retorno à paz sentar-se no colo do genitor do bebê?

            Também num ônibus, só que urbano, percebo um jovem casal de namorados em cenas um tanto quanto dessemelhantes às temperaturas glaciais, que só faltava ele apalpar-lhe as glândulas mamárias. 

            A falta de percepção para com os circunstantes parece-me, também uma carência afetiva para com esses, bem como retratar a ausência de dois outros tipos de sentimentos — o amor próprio e para com a pessoa em questão — ao não se evitar tornar público o que deveria ser privado.

            Enfim, para tudo deve-se haver hora e lugar, se não os dois — para livrar-se de extrema rigidez —, pelo menos, o segundo.                                                                            18/05/09