sábado, 17 de novembro de 2012

UNS NUNCA TRABALHAM, OUTROS COMEÇAM MUITO CEDO


Uma mulher e seu namorado andaram por um bairro de classe alta mesclado com área comercial quando viram uma criança, de boa aparência, e relativamente bem vestida para quem, digamos, cuidava de carros.
Eles comentaram que o fenótipo não era compatível com quem, geralmente, vemos – para usar um eufemismo – cuidar de carros, porque, na verdade, é uma extorsão sob os olhos coniventes das autoridades de esferas diversas, bem como do próprio cidadão. Isso quando eles – os cuidadores – não estão numa rua tarifada.
Mas, voltemos ao garoto de boa aparência cuidador de carros.
Cerca de uma semana depois o namorado houve por retornar ao bairro, de novo, estava o garoto lá, e pediu para vigiar o carro, disse-lhe que não poderia pagá-lo — o que era uma sutil  maneira de discordar do surrupio do seu dinheiro.
            Ao retornar viu uma mulher, por volta do meio da década de 20, ou seja, jovem, com um carrinho de bebê, porém o seu já não era tão bebê,  devia ter mais de 02 anos, e um outro maior, de 05 ou 06 anos. Perguntou e respondeu, no campo das hipóteses, a si mesmo que seriam a mãe e parte da família do pequeno vigilante de automóveis.
Ao reencontrá-lo, pergunta-lhe se estava sozinho ali, ao que ele respondeu que a sua mãe estava na esquina — o que confirmava a suposição —, dentre outras respostas deu que as outras crianças eram seus irmãos,  moravam no bairro Parolim, frequentemente cuidava de carros ali,  linha 09 anos, não sabia ler (havia entrado em 2009 na escola), e  seu nome era Stefanie.




O namorado observou que ela era um tanto branca, tinha olhos claros (complementando as características iniciais), bem como era um pouco pequena para a sua idade, tinha os dentes anteriores um pouco deteriorados, e tinha resquícios de sujeiras na região nasal, como quem estivesse gripada.
            Dizem que o trabalho tem a função de enobrecer o homem, e se é que tem ou deveria tê-la, então que se fizesse a coisa  certa.                                                                                                 220609  

 Leia: http://ismardosreismagalhaes.blogspot.com. br/2011/03/prefeitura-de-curitiba-o-avanco-do.htm

domingo, 28 de outubro de 2012

POLÍTICOS DO BEM (EM TEMPO DE E PÓS MENSALÃO)


            A cassação eterna dos direitos políticos acrescida do enquadramento no Código Penal Brasileiro de todo político ou gestor público contraventor acionada por um dispositivo da falta de ética — se o brasileiro não se faz ético por sua natureza, que o façamos à força, ou melhor, à base da lei.
            Com base em denúncias do cidadão e da mídia, os órgãos não governamentais, como a Transparência Brasil, o Instituto Ethos e congêneres, fariam uma investigação inicial e passariam ao Ministério Público, sendo que esse, se célere, poderia prescindir dos órgãos intermediários. Se houver denodo dos componentes dos sistemas atinentes à justiça e à ética, poder-se-iam prescindir daqueles.
            Seria interessante o incentivo à politização e à cidadania de todo brasileiro pelas escolas, entidades de classe e de bairros, com vistas ao melhoramento da participação dele. Estimulando-a a substituir os cassados.
            Implantar um sistema constante com todas as informações dos atuais e dos aspirantes à política, de maneira que o eleitor só votaria após consulta ao sistema. Poder-se-ia chamar SISÉTICA (Sistema da Ética).
            Decerto que a corrupção não seria extinta — dado que ela é inerente à índole humana, infelizmente —, mas diminuiria muito, bem como as duas sistemáticas fomentariam uma nova safra de homens públicos.
            Não podemos justificar nossos atraso generalizado e leniência porque somos uma nação nova, por isso não: há nações tão novas quanto a nossa em melhores condições — e não se refere apenas ao aspecto econômico, vai além disso —, como existem nações bem mais antigas, quiçá antiquíssimas, que apresesentam um quadro não tão privilegiado (também em aspectos gerais) quanto a nação brasileira .  160609

domingo, 21 de outubro de 2012

O ÔNUS DA VERACIDADE DO VERBO


            Quem não professa o saber cantar não tem o dever de demonstrar que o sabe, porém, se o professar...
            Aquele que difunde ser incorruptível - embora bem poucos de verdade o sejam - ou que se opõe aos que são adeptos da corruptela carrega o ônus da prova de que o é.
            E não é diferente com quem divulga seguir os ditames de um deus – independe de seu nome, visto não se conhecer um que o mal incentiva -, aquele tem o dever de ser um homem mais virtuoso do que o que nada diz sobre menciona qualquer deidade.
            E no que tange à liberdade de expressão, o mundo nunca esteve tão ao alto, entretanto, aquele que puder fruir do tão almejado direito deve pautar a sua conduta no mesmo nível de sua verbalização. Caso não, prejudica-se a si e aos outros que intencionam que as duas faces olhem-se sem ter que uma mirar o chão.                                        20/09/2010.

sábado, 13 de outubro de 2012

A MÍDIA E A VERDADE

Diga-me com quem você anda e direi quem você é.
Diga-me o que você lê e direi parte do que você pensa.
Diga-me o que você pensa e direi qual é o seu caráter.
Mas se você me disser com quem anda, o que lê e o que pensa, eu serei capaz de desvendar todo o seu ser.
Essas assertivas embasam-nos que devemos ter consciência de qualquer ato acerca de nossa vida.
Mesmo que os meios de comunicação divulguem todo tipo de informação  temos a decisão de selecionar o que nos convém, sobre os mais variados aspectos, por exemplo, isso me diverte, isso ajuda no meu crescimento ou de outrem, é benéfico, é lícito, e tantos outros questionamentos  que podemos efetuar, não só do que acessamos na mídia, como em qualquer atitude que tomemos.
Estou convicto de que a mídia deve ter a liberdade de veicular toda informação possível, e deve fazê-lo. Entretanto, quanto à formação de opinião, penso que se deve desestimular a prática de qualquer ato que vilipendie os nossos caráter e sociedade. Bem como se deve  divulgar e estimular a prática do que vise à elevação dos valores do cidadão, da comunidade, da aculturação e da nação como um todo.              11/04/2009

( Leia: http://ismardosreismagalhaes.blogspot.com.br/2011/12/televisao.html)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

TUDO AOS SEUS LUGAR E HORA


            Eu penso que não tenho restrição para receber e dar carinho, logo não tenho patologia alguma, no que se refere a relacionamentos.

            Mas duas características, após a escolha da origem e/ou do destino, do carinho são condições sine qua non: a hora e o lugar.

            Após tantas indelicadezas de um marido para com a sua esposa – num ônibus interurbano – ela, segurando o bebê deles, resolve numa atitude de retorno à paz sentar-se no colo do genitor do bebê?

            Também num ônibus, só que urbano, percebo um jovem casal de namorados em cenas um tanto quanto dessemelhantes às temperaturas glaciais, que só faltava ele apalpar-lhe as glândulas mamárias. 

            A falta de percepção para com os circunstantes parece-me, também uma carência afetiva para com esses, bem como retratar a ausência de dois outros tipos de sentimentos — o amor próprio e para com a pessoa em questão — ao não se evitar tornar público o que deveria ser privado.

            Enfim, para tudo deve-se haver hora e lugar, se não os dois — para livrar-se de extrema rigidez —, pelo menos, o segundo.                                                                            18/05/09   

domingo, 2 de setembro de 2012

CONFABULAÇÕES PÓSTUMAS


     Eu tenho meu cabelo cortado por uma mesma pessoa há quatro meses.
   Quando chego lá e há freguês na cadeira aguardo, e leio qualquer escritura, que sempre levo por prevenção; haja vista que as suas são tablóides com notícias de morte, ou de futebol, ou revistas antigas de celebridades, as quais me suscitam  ojeriza . 

     Pois bem, suponho que a sua habilidade de discurso embasa-se nessas bibliografias. É uma pessoa gentil, e por retribuição ouço muito os seus comentários, às vezes, entremeados por amenidades familiares e sociais nativas — de Curitiba. 

     Pouco falo, quando discordo, calo-me para não elevar os ânimos do quase monólogo.
    No primeiro corte que recebi em julho de 2009, o tema era o astro pop americano, Michael Jackson, a sua morte. 

    Dizia que era absurdo que se cobrasse ingresso dos fãs que queriam prestar a sua última homenagem, no caso, póstuma.
    O que teria sido feito do féretro? E qual motivo? Diziam-se que ele podia não ter morrido ou que fariam a necropsia a posteriori, e que aquilo era apenas o lado mercantil da não maior morte, já que ela não tem tamanho, mas, sim a maior repercussão na pauta artística dos últimos tempos. 

   Não que eu desgoste dele,  somos contemporâneos — éramos —, quase da mesma idade; embora não seja tiete, gosto de suas produções. Vi a sua vida na mídia por quase três décadas. 

   Reflexionava esporadicamente sobre a origem de tantos celeumas e misérias humanos, no que se referem ao seu âmago e comportamento social.
    Disse-lhe que era favorável à cobrança de ingresso ao seu velório, que iria quem quisesse e se o pudesse. 

     Mas aqui, há algumas inquirições:
     1) Quem quisesse ir e o pudesse, poderia ir. Ponto; 2) Quem pudesse e não o quisesse, não iria. Ponto; 3) Quem não quisesse e não o pudesse, não iria. Ponto; 4) Quem quisesse e não pudesse, não iria. Interrogação, e agora? 

     Eis uma questão sentimental dos fãs. Os não-sensíveis e/ou mercantilistas diriam: e daí? Mas também não seria possível admitir no Ginásio Staples Center, em Los Angeles, todos quantos o quisessem. De qualquer forma teria que se fazer uma seleção, a qual poderia ser por n métodos, sorteio ao vivo, seleção dos primeiros tantos a chegar em determinado local ou a acessar um designado site e obter uma senha, a qual seria mais seguro. Mas desconheço o processo de escolha. 

   Se, realmente, cobram ou não eu ignoro; entretanto, se cobram, eles encontraram uma maneira de selecionar os homenageandos. 

    
     Consta-me que ele não tenha feito shows gratuitos, salvo algumas campanhas fraternas em conjunto com outros renomados — USA for Africa (United Support of Artists for Africa) quando gravou com outros 46 artistas a famoso "We are the world" , em 1985. Mas o último show não se conviria que gratuito fosse, concorda? 
  
    Espero que comungue com a minha opinião, visto que a minha cabeleireira não consegui convencer.
   Lembre-se: Show business is always business! E se ele  pudesse ou puder saber o quanto ganharão depois de e com a sua morte, arrepender-se-ia ou arrepender-se-á de a ter  ocasionado.

    Onde quer que esteja, Michael Jackson, cante, dance, alegre a muitos, como poucos o sabem ou o souberam fazer.
     Só não se esqueça de se alegrar também. Urge-se!                                               10/07/09   
           

domingo, 26 de agosto de 2012

QUÃO MARAVILHOSO

            … é revolver-me com as suas lembranças físicas;
            ... é imaginar que a quietude poderia presenciar-me o físico e a mente sob o aconchego e o calor de uns locais amados e desejados;
            ... desesperador e animalesco é saber que os meus instintos superam o meu lado racional.
            ... e prazeroso é imaginar um sorvete liquifazendo-se nos seus quentes lábios;
            ... e instigante é sentir o tracionar lingual do verbalizador;
            ... e selvagem é ficar com as costas cravadas pelas garras da pantera descarnada, mas forte e quase...
            ... e emocionante é ouvir os seus  uivos;
            ... e  fenomenal é ver os seus tremores;
            ... e sensível é ver o escorrer de suas satisfeitas lagrimas;
            ...e deslumbrante é ver o violão e imaginar a melodia  da sua  caixa de ressonânci;.
            ... e gostoso é saborear o alimento e notar as sementinhas pilosas;
            ... e indescritível é ver os frutinhos crescerem pouco a pouco;
            ... é ver e sentir  as florezinhas molhadas pelo orvalho;
            ... é ver a natureza, a cada dia, querer mais a sua própria  realização.                         01/04/93