domingo, 3 de abril de 2011
VIRA-LATAS MADE IN BRAZIL
Nunca na história deste país houve alguém que falasse tantas coisas sem nexo, entretanto, há uma que não a considero como tal: “O brasileiro tem de acabar com seu complexo de vira-lata”. O complexo de vira-lata é uma expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues, a qual originalmente se referia ao trauma pela derrota dos brasileiros em 1950, quando a Seleção Brasileira foi derrotada pela Seleção Uruguaia de futebol na final da Copa do Mundo no Estádio do Maracanã. O Brasil só se recuperou do choque no futebol quando ganhou a sua primeira Copa do Mundo, em 1958; infelizmente esse complexo não se resume ao futebol. Assim, também parafraseio Nelson Rodrigues: visto que que o povo brasileiro precisa deixar de ser servil, sentir-se subalterno frente a representantes de outras nações, independentemente se possuem maiores ou menores níveis de desenvolvimento tecnológico, educacional ou militar, não necessariamente precisa ser em todos.O brasileiro não precisa de se gabar só de seu futebol, carnaval e nível de descontração; precisa extravasar com palavras e atos as suas boas características, quer sejam materiais, quer não, já que se sabe que muito do que temos é cobiçado por povos dos mais diversos continentes. Não se pode admitir que brasileiros – autoridades ou não – sejam constrangidos dentro de nosso território, a exemplo do que ocorreu com os Ministros da Fazenda – Guido Mantega –, do Desenvolvimento – Fernando Pimentel e da Ciência e Tecnologia – Aloízio Mercadante, quando da visita de Obama ao Brasil, no mês de março de 2011.Temos que banir a subserviência e não permitir que subjuguem autoridades nacionais, por exemplo, revistando-as em nossa própria nação. Abaixo o complexo de vira-lata! 20/03/2011
domingo, 27 de março de 2011
FORÇA
Sol, sol que é dourado, que exprime pujança. Douradeza que é invulnerável. Enquanto caminha pelo céu, outrora límpido, eu tento deslizar-me por superfície irregular, movido por uma força alheia. Você se alça para as alturas, eu consumo o tempo no mesmo plano. Vejo-o espelhado, logo de costas para você e, mesmo assim, permanece a abrilhantar-me a trajetória para a labuta. Você some atrás da montanha artificial, enquanto eu, na curva da reta de chegada, preparo-me para encará-lo de frente. Veio para radiar, no entanto – compulsoriamente - adentro por um túnel (do submundo), onde me confinarei por um quarto de mais um ciclo seu. Assim, somente quando para lá do pino que revê-lo-ei. 24/09/1986.
domingo, 20 de março de 2011
PREFEITURA DE CURITIBA : O AVANÇO DO CARTÃO ESTAR ( ESTACIONAMENTO ROTATIVO) E A FALTA DE QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS
Sabe-se – e é também um assunto bem comentado – que pagamos altos impostos e como retorno, serviços públicos incondizentes. E mais e mais pode-se perceber que as garras, a fome, dos governantes atacam o ativo do cidadão brasileiro.
Se se pensar que o ESTAR (estacionamento rotativo) democratiza a utilização do estacionamento nas ruas, concordo. Todavia, além desse aspecto, com o que o poder municipal nos retribui? Nada! Nada que nos favoreça, porquanto se o seu veículo for surrupiado nem a prefeitura, nem a Secretaria de Estado de Segurança o compensará com o valor do bem. Entretanto, a prefeitura poderá beneficiar-lhe com multa por ter excedido o tempo do cartão da área azul, ou por não o ter colocado em seu carro.
Para ilustrar a fome da Prefeitura de Curitiba, ela instaurou o dito cujo no bairro de Bacacheri, no mês de fevereiro de 2011. Bairro que é um misto de residência e comércio, sendo que o último é um tanto incipiente – o que não ajudará muito os comerciantes, talvez os clientes, por um pouco mais de facilidade para frequentar o comércio da área.
Até para ir à lavanderia terá que se utilizar de um cartão ESTAR, ato em que se dispendem uns poucos minutos – caso não o faça, estará sujeito aos dissabores de multa ou ir-se até à URBS (Urbanização de Curitiba), para se desvencilhar do imbróglio.
Mas por que a Prefeitura não se ocupa com algo que melhora – e muito – a vida do município? Asfalto, por exemplo!
Mesmo as vias principais têm um asfalto ruim, constantemente cheio de buracos, por exemplo, nas avenida Erasto Gaertner e rua Nicarágua. O lado direito, por onde circulam os ônibus, têm até afundamento do asfaltamento, onde podem-se ver as marcas das rodas.
As vias secundárias, são recobertas com o acintoso anti-pó – onde não se pode dizer que é rua de terra ou que é asfaltada. É uma lástima, já que em pouco tempo após a tapação de seus buracos – talvez uns 2 meses, outros aparecem. Essa coleção de remendos causa irregularidade no piso. Coitados dos nossos veículos, ou melhor, dos nossos bolsos. É como a história do queijo suíço, quanto mais queijo, mais olhaduras, quanto mais olhaduras, menos queijo; assim é com o anti-pó, quanto mais dele, mais buracos.
E o pobre do pedestre? Este sofre muito, pois está sujeito a acidentes, tem que se desviar das crateras do anti-pó. Isto mesmo, visto que os bairros menos abastados não têm calçadas, nem daquelas incômodas feitas de pedras. Como também não têm meio-fios, o anti-pó faz interface com grama ou mato; às vezes, com depósito de lixo.
Vê-se que o tempo dos serviços e o dinheiro do contribuinte poderiam ser utilizados para melhorias na vida de quem sustenta o Poder – o que me parece que ele o é só no massacre do cidadão e no próprio termo.
Para incrementar a exploração do cidadão de Curitiba, a Prefeitura aumentou, no mês de março de 2011, em 50% o preço do cartão ESTAR (estacionamento rotativo), passando de R$1,00 para R$1,50.
20/03/11
Se se pensar que o ESTAR (estacionamento rotativo) democratiza a utilização do estacionamento nas ruas, concordo. Todavia, além desse aspecto, com o que o poder municipal nos retribui? Nada! Nada que nos favoreça, porquanto se o seu veículo for surrupiado nem a prefeitura, nem a Secretaria de Estado de Segurança o compensará com o valor do bem. Entretanto, a prefeitura poderá beneficiar-lhe com multa por ter excedido o tempo do cartão da área azul, ou por não o ter colocado em seu carro.
Para ilustrar a fome da Prefeitura de Curitiba, ela instaurou o dito cujo no bairro de Bacacheri, no mês de fevereiro de 2011. Bairro que é um misto de residência e comércio, sendo que o último é um tanto incipiente – o que não ajudará muito os comerciantes, talvez os clientes, por um pouco mais de facilidade para frequentar o comércio da área.
Até para ir à lavanderia terá que se utilizar de um cartão ESTAR, ato em que se dispendem uns poucos minutos – caso não o faça, estará sujeito aos dissabores de multa ou ir-se até à URBS (Urbanização de Curitiba), para se desvencilhar do imbróglio.
Mas por que a Prefeitura não se ocupa com algo que melhora – e muito – a vida do município? Asfalto, por exemplo!
Mesmo as vias principais têm um asfalto ruim, constantemente cheio de buracos, por exemplo, nas avenida Erasto Gaertner e rua Nicarágua. O lado direito, por onde circulam os ônibus, têm até afundamento do asfaltamento, onde podem-se ver as marcas das rodas.
As vias secundárias, são recobertas com o acintoso anti-pó – onde não se pode dizer que é rua de terra ou que é asfaltada. É uma lástima, já que em pouco tempo após a tapação de seus buracos – talvez uns 2 meses, outros aparecem. Essa coleção de remendos causa irregularidade no piso. Coitados dos nossos veículos, ou melhor, dos nossos bolsos. É como a história do queijo suíço, quanto mais queijo, mais olhaduras, quanto mais olhaduras, menos queijo; assim é com o anti-pó, quanto mais dele, mais buracos.
E o pobre do pedestre? Este sofre muito, pois está sujeito a acidentes, tem que se desviar das crateras do anti-pó. Isto mesmo, visto que os bairros menos abastados não têm calçadas, nem daquelas incômodas feitas de pedras. Como também não têm meio-fios, o anti-pó faz interface com grama ou mato; às vezes, com depósito de lixo.
Vê-se que o tempo dos serviços e o dinheiro do contribuinte poderiam ser utilizados para melhorias na vida de quem sustenta o Poder – o que me parece que ele o é só no massacre do cidadão e no próprio termo.
Para incrementar a exploração do cidadão de Curitiba, a Prefeitura aumentou, no mês de março de 2011, em 50% o preço do cartão ESTAR (estacionamento rotativo), passando de R$1,00 para R$1,50.
20/03/11
quinta-feira, 3 de março de 2011
CONJUMINAÇÃO
Verde rastejante esmaecido, mas mesmo assim quanta beleza coloca-se me à visão.Lindas galhosas, quão prestimosas são a sua existência. Compondo, ainda aparece a grande luz para fazer a tudo radiante. Esta conjuminação dá ao mortal a força para habitar e voluntariar-se na consecução de sua harmonia. 21/06/2006
BENDIZER
A não-maledicência verbal é sinônimo da disciplina da fala, a qual pode ser cultuada por todos, com um pouco de vontade e auto-vigilância, no entanto, a não-maledicência mental requer maiores atributos para a sua consecução. Oxalá consigamos a verbal, que se acredita ser o pré-requisito para a mental, partindo então para a auferição dessa tão sublime característica virtual – a não maledicência mental. Quando só ter-se-iam pensamentos fraternos, benfazejos. 30/05/2006
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O QUE É UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA?
A resposta parece-me bastante óbvia, é aquela mantida por meio de recursos públicos. Na qual a grande maioria - quer seja do público externo, quer seja do interno –, pensa que o público não arca com o seu custeio. Ledo engano, pois uma única folha de papel armazenada, em uso, desperdiçada ou bem utilizada é adquirida através da contribuição popular.
Pode-se perguntar se a universidade pública tem maior obrigação para com a sociedade quando comparada com uma universidade particular. A particular tem apenas obrigação com as leis vigentes relacionadas à sua atividade empresarial e para com o público interno – os discentes. Embora em alguns casos ela possa ter também para com o público externo, por exemplo, para com um cidadão que utiliza a assistência jurídica gratuita fornecida pelo curso de direito – ele tem o direito de ser dignamente atendido.
Entretanto, a universidade pública é essencialmente constituída pela elite – quer se refiram aos os integrantes professores, quer aos discentes – por mais que algum deles negue, haja vista que o protagonismo deles, independente da qualidade, é custeado também pelos que estão fora, mas não usufruem dela.
O discente tem o dever de se aplicar a todas as atividades relacionadas ao seu estudo, respeitar a todos – visto que os demais integrantes são procuradores, representantes dos não integrantes -, como também ser respeitado por todos. E caso não o seja, os mantenedores do seu estudo estão sendo enganados. O aluno não tem o direito de não estudar de forma empenhada, de faltar às aulas, ou danificar livros e quaisquer outras peças do patrimônio público sob a guarda da universidade.
E, ainda, após graduado ou pós-graduado, tem a obrigação eterna de fazer valer os ensinamentos lá adquiridos em prol de uma sociedade mais virtuosa, e desenvolvimentista no que se refere ao bem viver social.
Uma nação tem os seus valores alicerçados no seu povo, cultura e língua; os quais atrelados a um território perfazem um país.
Logo, os professores bem mais que os alunos de uma universidade têm deveres para com a nação para a qual trabalham e não devem apenas simular que o fazem. E desse grupo não são poucos os componentes, mas felizmente em menor quantidade do que os dignos de serem chamados professores universitários.
Há os que proferem insatisfações das mais comezinhas, porém se esquecem – ou mesmo negligenciam – até mesmo do estudo para o contínuo aperfeiçoamento do conhecimento a ser difundido. Outros, sequer cuidam da língua nacional – seja na forma falada, seja na escrita.
Há os que desapropriam os alunos e o povo com a ineficiência de suas aulas, bem como os que comentam inclusive assuntos inadequados, como a contação de uma piada ou fato descabido em sala de aula.
Embora muitos detém os títulos de mestre ou doutor, poucos podem ser chamados, de verdade, como tais, já que não são facilitadores da propagação ou do desenvolvimento do saber; muito pelo contrário. 11022011
Pode-se perguntar se a universidade pública tem maior obrigação para com a sociedade quando comparada com uma universidade particular. A particular tem apenas obrigação com as leis vigentes relacionadas à sua atividade empresarial e para com o público interno – os discentes. Embora em alguns casos ela possa ter também para com o público externo, por exemplo, para com um cidadão que utiliza a assistência jurídica gratuita fornecida pelo curso de direito – ele tem o direito de ser dignamente atendido.
Entretanto, a universidade pública é essencialmente constituída pela elite – quer se refiram aos os integrantes professores, quer aos discentes – por mais que algum deles negue, haja vista que o protagonismo deles, independente da qualidade, é custeado também pelos que estão fora, mas não usufruem dela.
O discente tem o dever de se aplicar a todas as atividades relacionadas ao seu estudo, respeitar a todos – visto que os demais integrantes são procuradores, representantes dos não integrantes -, como também ser respeitado por todos. E caso não o seja, os mantenedores do seu estudo estão sendo enganados. O aluno não tem o direito de não estudar de forma empenhada, de faltar às aulas, ou danificar livros e quaisquer outras peças do patrimônio público sob a guarda da universidade.
E, ainda, após graduado ou pós-graduado, tem a obrigação eterna de fazer valer os ensinamentos lá adquiridos em prol de uma sociedade mais virtuosa, e desenvolvimentista no que se refere ao bem viver social.
Uma nação tem os seus valores alicerçados no seu povo, cultura e língua; os quais atrelados a um território perfazem um país.
Logo, os professores bem mais que os alunos de uma universidade têm deveres para com a nação para a qual trabalham e não devem apenas simular que o fazem. E desse grupo não são poucos os componentes, mas felizmente em menor quantidade do que os dignos de serem chamados professores universitários.
Há os que proferem insatisfações das mais comezinhas, porém se esquecem – ou mesmo negligenciam – até mesmo do estudo para o contínuo aperfeiçoamento do conhecimento a ser difundido. Outros, sequer cuidam da língua nacional – seja na forma falada, seja na escrita.

Há os que desapropriam os alunos e o povo com a ineficiência de suas aulas, bem como os que comentam inclusive assuntos inadequados, como a contação de uma piada ou fato descabido em sala de aula.
Embora muitos detém os títulos de mestre ou doutor, poucos podem ser chamados, de verdade, como tais, já que não são facilitadores da propagação ou do desenvolvimento do saber; muito pelo contrário. 11022011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
OS GUARDIÕES DA LÍNGUA ESCORREITA ?
Quem tem a obrigação de zelar pela língua nacional? A elite? O povo? Os intelectuais? A ABL (Academia Brasileira de Letras)? Os professores? Aqueles que utilizam a palavra como instrumento de trabalho?
Todos eles podem ter o dever de cuidar, não importam a sua origem social e/ou a sua função, mas sim, o seu aprendizado, o amor que tem pela nação, independente de por qual aspecto tenha predileção, seja ele o do povo, seja ele o da cultura geral. Pois o que é uma nação sem uma língua? Pode ser tantas outras denominações, mas não uma nação!
Aqueles que tiveram ou criaram oportunidades de acesso ao seu nível de conhecimento, não importa ao qual dos grupos acima façam parte, contudo se além de falantes a tiverem com ferramenta de labuta, estes sim, têm dever preponderante de zelo sobre os demais que só a falam (usam-na com o objetivo da sobrevivência).
Quais são os usuários que o são mais de uma vez? Os jornalistas, os escritores, os poetas, os publicitários, os palestrantes, os professores. Dentre esses, os únicos que ensinam a língua – na sua forma oficial – são os professores. Os que ensinam a língua correta - falada e escrita.
O professor é o verdadeiro guardião da língua de uma nação. Tem a obrigação de ensiná-la bem, com o maior rigor no que se reporta aos ditames gramaticais, e se estes não o fizerem – e a despeito da dinamicidade da língua – será impossível não só de usá-la corretamente, como ensiná-la, porquanto a velocidade das mudanças.
E o professor forma-se onde?
Ele é formado nas academias -primeiramente -, entretanto, a sua formação nunca obterá a completude, por isso deve ser uma educação contínua, com a vivência e também na sala de aula, quando ensina.
Então, há de se convir que a importância da universidade é inconteste? Mas e quando os professores e até a administração dela não se atém ao zelo para com a nossa amada e prestimosa língua? Veja este exemplo: 25 de outubro à 12 de novembro.
Quando não, encontramos professores que possuem os mais elevados títulos acadêmicos – inclusive pós-doutorado no exterior –, entretanto, utilizam-na com incorreções gramaticais como se lhes pertencesse como o próprio corpo, acrescida ainda de termos reles. 01112010
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