sexta-feira, 15 de abril de 2016

A BEAUTIFUL-EYED WOMAN

 


          A woman who has a beautiful pair of eyes – it doesn't matter if it is black, brown, blue or green – always suggests me some questions:
Does it only see beautiful and/or interesting things or does it see that things are prettier and/or more interesting than they really are?

        

          In both cases, it suggests me two more questions:
Does it only see me or does it see me more handsome than I really am ?


          I am in a puzzle: I have no answer for them, therefore I am still such an ignorant man as I was before that.

P.S.: A tribute to Ísis, a polite, young, beautiful-green eye woman.               
                                                                                   04/15th/23016


sexta-feira, 8 de abril de 2016

O QUE É UMA MULHER GOSTOSA?

É aquela que me quer com ardência, e eu a ela.
Que ela goste do meu jeito, e eu do seu.
Que quando eu a quero ela me quer e vice- versa.
Que nos satisfaçamos mutuamente.
E a acerola do petit-gateau tupiniquim é que essa sintonia extravase os açougues,
alastre-se pelos cines, pelos alfarrábios de quaisquer dos bons escribas,
que possa manchar os cânones das mais diferentes representações das 7 artes mais antigas,
quiçá das mais de uma dúzia contemporânea.
Que permita que as ciências escritas rejuvenesçam  os controles materiais e não.
E se ambos considerarmo-nos baluartes da maior abrangência das virtudes seria a glória.
Não estaria mais neste mundo,  teria atingido o Nirvana.
Eis a fêmea com quem sonho, embora desconheça se sou macho de tal estirpe.   08/04/2016

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

UMA ESCADA SORRIDENTE

          Ele sobe a escada da universidade, está indo ao décimo andar, onde é a sua aula, vai de escadas para fazer exercícios também. Os elevadores são bem concorridos.

          No oitavo andar, ele encontra uma menina de cerca de 5 anos, ela salta pelas escadas para brincar, e então ela o vê. Ela sente medo porque ele não tem a mesma idade que ela, ele é um homem maduro.

          Ela pergunta-lhe se é professor na universidade, ele o nega. Ela pergunta-lhe o que faz ali, ele responde que é estudante. Ela faz a terceira pergunta, como que ele usa barba se é um aluno e não, um professor, porque só eles podem usar barba na universidade.

          Ela está surpresa pelo fato de um estudante usar barba. Ela fica desconcertada, corre até a sua mãe e não para de olhar para ele.

          Cochicha bem baixinho com a mãe, como se estivesse contando o que acabou de acontecer.

          Sua mãe a escuta, olha para o homem e lhe sorri, ele retribui-lho.

          O homem continua a subir para a sua aula, pensa, sorri consigo mesmo. Ele se pergunta a razão de os homens não serem bons e simpáticos como as crianças.

          Acorre-se na bíblia, que diz que o mundo pertence às crianças, talvez seja verdade, porque elas têm a ingenuidade e a pureza em seus seus corações.   09/12/2015

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

SILÊNCIO GRITANTE




Faz-se menção de proferir o eu, contudo a maioria quer sentir o alento da própria voz.


      Simula-se não ser solitário para que não riam do vácuo,


 são verdades as do devaneio,

 são como luzes na perene escuridão,


são como sementes com as quais fecunda-se os próprios campos não cultivos e, ainda

 quando  plausível, os alheios, 


são águas para a infindável fome de tudo,


são lenitivos para as múltiplas formas de dor,


são refletores para a consciência, para o redimir dos equívocos e o recompor do cerne.


São estas palavras e muitas outras, secas lágrimas delineadas sobre linhas vazias à espera...


São parcos os seres dignos do aflorar do riso.


 26/11/2015

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

APILonar-se


         
          Vislumbram-se as longas e negras penugens a escorregarem pela conexão cérvico-torácica, seguindo essa trajetória o visionário conscientiza-se do segundo.

          A gravidade força-o para se sobressair e nesse aquele apilona-se de forma estética e aprisionante para galgar a liberdade do homo-sapiens.

          Quão bom deve ser membro dela, tão altaneira e vil, de maneira alternada e não metódica nas moral e ações.

          Contudo aquele instrumento, do qual obtém-se grãos não-íntegros, não-escassos, mas integrais, fornece-lhe uma dieta de substâncias tradicionais que fá-lo-iam forte varão de corpo, alma e sadia descendência.

          Ao considerar a ocorrência sob o seu controle, suas cabeça e sentidos são abarcados por uma força inexorável que o conduzem a um profundo desconhecido. Desfecho, do qual não se sabe, exceto o descontrole que se pensava o inverso.                                  25/07/2015

domingo, 27 de setembro de 2015

CALÇA PRETA

          De tanto observar aquelas bandas serem demarcadas pela suspensão da preta calça de lycra, com um furinho que mostrava a cor da pele mais esbranqueada que em outros visíveis locais. Para finalizar o alçar da veste ela bamboleava os quadris para os lados. Aquilo era de acelerar a corrente sanguínea e de intumescer músculos.

            Após exaustivas mas sempre vigiadas manobras, sem pretexto algum ele a convidou para apreciar um chá chileno que comprara em uma de suas frequentes excursões pela América Latina.

            Não tinha esperança muita pelo aceite; mesmo assim o fizera. Então, a sua resposta o surpreendeu para mais.

            A despeito da sua nutrição imaterial do alimento inacessível, olhava-a quase como se fosse, porém, manteve a civilidade no nível que lhe competia.

            Durante o degustar da essência, um e outro entreolharam-se, espreitando, antevendo os possíveis desdobrares daquela.

            Ela viu um livro que lhe interessou, estava na estante atrás e acima da cabeça dele, seu colo quase tocou milimetricamente a face dele ao esticar-se para apanhá-lo.

            Ele abortou o olhar e devaneou, suspirou, beijou-a levemente naquele local quando ela retornava o corpo ao assento.

            Ela enlanguesceu-se. Aproximou-se dela, os contatos abrutalharam-se, acompanhados de sons inerentes à ocasião.

           A ardência e a rusticidade dos corpos era grande, deveras grande, propícias para ocasiões bélicas, não para cerimônias românticas.

           Existiriam montanhas, por mais altaneiras que fossem, inacessíveis às aspirações humanas?                                                                                              20/08/2015    

terça-feira, 25 de agosto de 2015

GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA – Universidade Federal do Amazonas (UFAM 1990) *

           Temos a audácia de chamar a todos de ilustres, então: a todos os ilustres presentes nosso muito boa noite, nosso muito obrigado; sendo que com que as suas ausências esta festa não seria possível.

            Há cerca de 4 anos quando adentramos o seio da Universidade Federal do Amazonas, muitos de nós éramos adolescentes e, hoje, esta mesma Universidade entrega à sociedade manauara, que a sustenta, 32 odontólogos, adultos, cônscios de suas responsabilidades e portadores de uma boa dose tecnicista que nortearão os seus atos profissionais.

            Quantos não se empenharam espiritual ou materialmente pela nossa formação, quer sejam pais, sejam irmãos, ou sejam de quaisquer outros laços de união? A esses, a nossa gratidão da maior relevância possível.

           Aos mestres, que nos transmitiram seus conhecimentos, com a paciência de monge, para os neófitos da ciência odontológica, nossa eterna gratidão; aos que no-los negaram, nós, com a benevolência de um espiritualista, damo-lhes o nosso perdão.

            Muitas dificuldades passamos, quer fossem falta de material, quer fossem greves, quer fossem de quaisquer outros tipos, mas essas serviram também para o nosso amadurecimento cívico. É uma questão de sob qual prisma se analisa, e nós preferimos esse.

            Alguns de nós tem 15 anos de banco escolar, e até alguns com mais de 20 anos. Importa-nos saber que essa mesma longa instrução dar-nos-á o sustentáculo para transpor as adversidades pelas quais a nação se defronta, e nos recusamos a aceitá-las como perenes.

           Queremos ver Brasil do futuro com os menores índices de desdentados nas estatísticas mundiais, podendo nosso povo sorrir feliz, brilhante e sadio, e não apenas por ironia ou masoquismo.


* Palavras de gratidão dirigidas aos participantes do processo de formação e demais presentes, em 23 de agosto de 1990.