quarta-feira, 20 de junho de 2012

CONFUSÃO DO HOMEM



            Amemo-nos e o mundo será melhor em todos os aspectos.
            Por que a soberba se todos nós temos o mesmo destino?
            O amor é imprescindível em qualquer ato.
            Apesar da crueldade do mundo tente ser justo e ele tenderá ser menos desumano.
            Cada missão tem a sua hora de execução, portanto não precipite os acontecimentos.
            Toda palavra que possa pronunciar já o foi em algum lugar, num momento qualquer, por alguém.
            Se o homem apenas pensa que está vivo porque tem sentimento e respira, por certo não compreende o que o cerca ou porque está no mundo.         230383

domingo, 3 de junho de 2012

LINHA DE ADVERTÊNCIA


            Num estilo despercebido caminho bem em cima de uma linha amarela, que divide a zona de permissão, do quase livre-caminhar, já que possui algumas instruções: é um espaço para pedestres e tem que se tirar o chapéu, ou qualquer outra coisa que passa escapar e ser levada pelo vento natural ou não. O outro lado não facilita a locomoção de humanos, salvo se eles estiverem conectados à natureza de sua atividade e de locomotores acima do solo. 

            Se me movimento na direção leste-oeste a minha direita é a parte dos que se movimentam de forma primitiva; simboliza os que defendem o status quo, logo os contra a equidade dos seres viventes. É o lado dos não-vermelhos. Poderia atribuí-lo aos que representam – defendem — o capitalismo, o livre mercado. Onde se encontra a maior parte dos países, por extensão, dos 7 bilhões de terráqueos, os quais não sou capaz de quantificá-los, sequer por aproximação. 

            A minha esquerda é a parte dos que se movimentam de forma high-tech; simboliza os opositores do sistema atual, portanto os favoráveis à igualdade universal. É a área vermelha – ou dos  vermelhos. Poderia ser designada como a dos inimigos do capitalismo, ou um dos ismos diversos que identificam a inclusão, pelo menos em tese. Nessa divisão estão poucos países, cujos nomes a minha inépcia não permite citar – a menos que eu consulte o Google – mas é uma empresa privada, capitalista, então... 

            Porém, se eu usar os meus membros inferiores na direção oeste-leste muda tudo. Tenho que trocar todas as possibilidades, coisas e características de uma parte para outra. O que era deixa de ser, o que não era, agora passa a ser.

            Agora eu starto — é como dizem alguns não-vermelhos, o que signifca começo — a entender o caos em que vivemos. Se as coisas são favoráveis, eu caminho na sua direção, defendo-as; senão, caminho na outra, ataco-as. 

            É... o mundo do homem é mesmo confuso!!!
            Uma outra coisa inquieta-me mais ainda, se eu penso que pensei tantas coisas estando absorto, o que aconteceria se eu estivesse consciente? Ou será que só as consegui, justamente, por estar em devaneio?
            Enfim, não sei de que lado devo me posicionar. Devo!? ou posso!?                      21/05/09
          

segunda-feira, 30 de abril de 2012

PRETO E BRANCO OU EM CORES?


            Na maioria das situações o que é colorido é mais bonito; por isso, prefiro-o.

           Entretanto, se for para fotografar locais históricos ou pessoas escolho o preto e branco. Ao passo que para as paisagens o colorido acerta-lhes.

           Abomino espírito preto e branco, eles levam-me ao estado macambúzio; no entanto, as noites para dormir — essas são as escolhidas —, se for para diversão, quero-as as mais coloridas impossíveis.

             Dizem que o escuro — o total — é a falta de luz; vê-se que eles – preto e branco e colorido são independentes. Se da minha autoridade dependesse, eu jamais eliminaria um e outro, ou um ou outro. Gosto de ambos.

             As coisas são belas quando são vivazes em suas cores, mesmo que restritas às mais claras e/ou às mais escuras delas. 30/04/2012

domingo, 8 de abril de 2012

EU, SEUS OLHOS, LÁBIOS E CORAÇÃO

Os seus olhos são os meus livros prediletos
Nada pode haver de mais belo e instrutivo
Em nenhum outro poderei ler algo mais interessante
É lá que estão todo o amor e sabedoria de que preciso


Não pode haver flores mais belas do que seus lábios, nem outro tão gostoso néctar que de outros lábios escorra
Não, não há mais belas e evanecedoras flores, nem neste ou qualquer outro planeta
Bebendo dele poderei dispensar até o mais indispensável dos outros líquidos, ele me sacia completamente

É mais  que tudo de que  poderia precisar para sarar-me todas as chagas da longa existência e o elixir para o porvir 
O seu coração é o sangue de que o meu precisa para bater
Nada, nenhum outro, poderá fazer o meu tão ardente
Com os seus olhos, lábios e coração, de que mais preciso para viver intensamente?
Só a sua recíproca completaria o meu maior fazer e o meu ser                  01/04/2012

terça-feira, 27 de março de 2012

Cada povo tem o que merece

Diz-se que todas as regras têm exceções; inclusive essa, visto que a regra de acentuação das palavras proparoxítonas excetua-se ao ditame. Parafraseando a assertiva, quero ater-me a esta: toda – talvez, nem toda – generalização incorre em erros ou injustiças. Para ilustrá-la: “cada povo tem isso ou aquilo que merece”. Não importa o que seja, sempre há um completador de plantão ávido por fazê-lo. Penso que é uma frase um tanto tola, de quem não tem a criatividade suficiente para substituí-la por uma de própria construção, por isso, critico-a. Se todos recebessem somente o merecido, Cristo não teria sido crucificado, seres humanos não nasceriam defeituosos, nem morreriam de fome – ser nenhum merece morrer de fome ou por qualquer outra carência material -, homens honestos não seriam ludibriados, ou assassinados, nem mulheres estupradas – nenhuma o merece; bem como todos os larápios (independente de sua formação sociointelectual) seriam conduzidos ao rigor das punições legais. Portanto, esse provérbio popular é uma toleimice. O povo brasileiro não tem os políticos que merece – pois ele não os merece, mas os quer. O povo brasileiro não tem o nível de educação social que merece, porém tem a que construiu ao longo dos seus cinco séculos e poucos anos. Bem como não tem a cultura erudita ou popular que merece, contudo, a que construiu e está a construir. Visto que, se o dizer estiver correto, poder-se-ia afirmar que os povos desenvolvidos mereceram uma economia abastada, todavia, já não a merecem mais? E na mesma linha de exemplos podem-se acrescentar diversos outros. Donde pode-se ressaltar que nem sempre a sabedoria ou quantas outras virtudes estão na mente do povo – de inicio – e, depois nos lábios dele. Pensamentos rasos originam construções frasais superficiais, e cá estão novamente a educação e a cultura de um povo. Quiçá possamos substituir o substativo por outro: espécie. 25/7/11.

domingo, 15 de janeiro de 2012

O Brasil não é maior que o Reino Unido

Recentemente a mídia brasileira anunciou em boa tonalidade e legibilidade que o Brasil é a quinta economia mundial, ocasião em que havia ultrapassado a do Reino Unido. Entretanto, penso que a colocação no cenário econômico é apenas um dado a se considerar – o que é tendencioso – têm que se analisar os países em aspectos mais amplos. Veja bem, o Brasil tem 38 vezes o território e mais de 3 vezes a população do dito ultrapassado; detém o 84º IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), enquanto o outro, o 26º; bem como — ou seja, mal que — o brasileiro tem uma expectativa de vida de menos 7 anos que o do comparado. Quantas universidades brasileiras foram classificadas dentre as 200 melhores do mundo em 2011, segundo o THE (Times Higher Education)? Uma. Quantas do Reino Unido? Trinta e duas. Quem vive melhor não é aquele que trabalha mais, ou produz mais, e sim, aquele que gasta melhor consigo, neste caso, com o seu povo. O Brasil não sabe e nem se preocupa em gastar racionalmente, ou melhor, não há redistribuição de renda, nem oferta de bons serviços públicos para o seu povo. Para mim, não importa se o meu país é a primeira ou a última economia mundial— isso é orgulho de tolo — quero, sim, qualidade de vida para todos meus conterrâneos, com tudo que isso possa abarcar: politização (não apenas participação em um ou outro partido político), consciência de direitos e deveres, cultura e escolarização, saúde, patriotismo consciente, lisura nos meios públicos e privados (incorruptibilidade), haja vista que essas características trazem muitas outras também fundamentais ao ser humano. Esse sim, seria um povo que saberia viver verdadeiramente; subsistir é para as pedras. Quero que o meu povo tenha o primeiro IDH, significativa participação no mundo acadêmico e científico, renda anual de U$ 60.000 e não renda per capta — essa é uma grande ilusão. Prefiro a qualidade de vida daquele povo à da quinta economia mundial. E você, brasileiro? 06/01/12

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

STEPHEN HAWKING NÃO É ESPARTANO

Soube que os espartanos eliminavam seus bebês fracos, deformados ou enfermos, haja vista que seres em tais condições não poderiam ser úteis àquela sociedade. Ainda bem que nos dias atuais vemos quantidades enormes de pessoas nas condições listadas, e não apenas crianças, mas em diversas faixas etárias. Se definirmos o homem como objeto, instrumento ou utensílio, realmente os espartanos podem ter sido corretos. Entretanto, penso que o ser humano pode estar além daquelas denominações – se bem que alguns estão aquém. Quando já na idade madura, trabalhei numa entidade que era conveniada a outra que tinha foco no cidadão com necessidades especiais. Essa visava a proporcionar uma vida mais digna aos desafortunados por nascença, por moléstias adquiridas ou acidentes. Considerava humanas as atitudes das duas entidades, os trabalhadores eram na sua maioria jovens e – não obstante o problema que os afligisse – eram simpáticos e alegres; conversava com muitos deles. Após alguns anos sofri um acidente em que bati a parte póstero-superior da cabeça na borda de uma piscina e fiquei quase um mês sem andar direito, a coluna doía só de tocar o solo na troca de passo, e um dos membros superiores adormecia eventualmente. Em certo dia, lembrei-me de que poderia ficar igual a um deles, porém tinha certeza de que não enfrentaria o fato da mesma forma que meus colegas. Felizmente tal auto agouro não se estabeleceu. Passada quase uma década, sofri uma queda e torci o joelho – apenas luxação de alguns ligamentos – tive que usar muletas para andar. E isso fez-me, mais uma vez, lembrar de meus colegas e de quanto sofrem os usuários — quer sejam permanentes, quer não —de muletas, cadeiras de rodas e andadores; visto que há cidades que não oferecem calçadas compatíveis com os apetrechos que permitem a locomoção, a sobrevivência dos portadores de algum infortúnio, Curitiba, por exemplo. Quanto a humanidade teria perdido se o físico inglês Stephen Hawking fosse espartano e o costume abrangesse os adultos? Se os espartanos estavam certos, hoje não tem mais importância, porém, se eu e meus colegas o fôssemos poderíamos ter sido eliminados. P.S. Feliz 70º aniversário, em 08/01/2012, Stephen Hawking. 030112